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Mostrando postagens de abril, 2008

SOBRE O RELATÓRIO McKINSEY DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO MUNDO DESENVOLVIDO

TRECHOS DE ARTIGO DO "ECONOMIST" -10/2007- 1. Na Inglaterra, Pais de Gales, Austrália, Estados Unidos, os gastos por aluno dobraram nos últimos anos e não se observou melhores resultados. 2. As escolas precisam fazer três coisas: obter os melhores professores, extrair o máximo deles e intervir quando os alunos começarem a ficar para trás. 3. A qualidade de um sistema educacional não pode superar a qualidade de seus professores. 4. As escolas nos EUA típicas recrutam professores que estão no terço mais baixo de desempenho entre os formandos das universidades. 5. Na Finlândia todos os novos professores precisam ter mestrado. A Coréia do Sul contrata professores de ensino básico entre os 5% de formandos com melhor desempenho. Cingapura e Hong Kong entre os 30% de melhor desempenho. 6. Os países com melhor desempenho não pagam salários superiores a média. 7. Os professores recebem treinamento fora da escola em que lecionam. Cingapura prevê 100 horas de treinamento por ano a seus

Escolas orientam alunos a pesquisar temas antes da aula

Técnica de preparo prévio, adotada em faculdades, facilita envolvimento dos estudantes Renata Cafardo Acabou aquela história de que professor ensina e aluno aprende. Algumas escolas particulares têm rompido essa lógica que parece óbvia, mas hoje é tida como tradicional e ultrapassada porque não combina com o mundo atual, em que as informações estão disponíveis para quem quiser. Elas passaram a exigir que os alunos cheguem preparados para as aulas, com leitura prévia dos capítulos dos livros, pesquisas sobre o assunto, buscas na internet. "As aulas se tornam mais dialogadas e o professor também precisa estar preparado para essa mudança", diz a assessora pedagógica do Colégio Rio Branco, Vilma Rocha, que instituiu o que foi chamado na escola de "ensino estruturado" no ano passado. Ela conta que as aulas agora sempre começam ancoradas no conhecimento prévio do aluno, pesquisado em casa. Só depois o professor complementa as discussões com mais informações. "

Professores devem manter a matemática abstrata, diz estudo

Experimento mostra que ensino mais abstrato facilita a aplicação da matemática em contextos diferentes Kenneth Chang, The New York Times NOVA YORK - Um trem deixa a estação A às 18h, a 40 km por hora, rumo à estação B. Um segundo trem deixa a estação B às 19h rumo à estação A, numa linha paralela, a 50 km/h. As estações estão a 400 km de distância. Quando os trens passarão um pelo outro? Fascinados, talvez, por esses infames trens hipotéticos, muitos educadores, em anos recentes, incorporaram mais e mais exemplos de mundo real para ensinar conceitos abstratos. A idéia é de que torná-los mais relevantes torna-os mais fáceis de aprender. Essa idéia pode estar errada, se pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio estiverem certos. Um experimento realizado pelos pesquisadores sugere que pode ser melhor deixar as maçãs, laranjas e locomotivas no mundo real e, na sala de aula, focalizar equações abstratas, como 40(t+1) = 400-50t, onde "t" repre

Alunos com deficiência, altas habilidades ou transtorno têm direito a matrícula em classe regular

A plenária final da Conferência Nacional da Educação Básica aprovou nesta sexta-feira, 18, em Brasília, dentre as suas resoluções, a construção de um sistema de educação inclusivo, proposta defendida como política pública pelo Ministério da Educação. A mesma conferência rejeitou a proposta de continuidade da oferta de escolas e classes especiais para substituir a escolarização. Essa decisão, na avaliação da secretária de Educação Especial, Cláudia Dutra, fortalece a escola pública para efetivar o direito das pessoas com deficiência, altas habilidades/superdotação ou transtornos globais do desenvolvimento a freqüentar as classes comuns do ensino regular, aprender e participar com a sua geração. Segundo a secretária, uma conferência que reúne representantes de todos os setores da educação e dos movimentos sociais do país resgata, em suas deliberações, a atribuição da escola pública de receber a todos e reafirma o compromisso constitucional do Estado brasileiro. Fortalece, ainda, as açõ

Haddad anuncia informatização de escolas

Ionice Lorenzoni O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 22, em pronunciamento na televisão, que uma das missões mais urgentes do MEC é alinhar o modelo educacional brasileiro à revolução digital. O caminho encontrado para atingir essa meta é o investimento em infra-estrutura tecnológica, que vai permitir aparelhar com laboratórios de informática as escolas urbanas e rurais, capacitar os professores e oferecer conteúdos educacionais adequados. No balanço, Haddad informou que, em 2007, o ministério equipou as escolas de ensino médio públicas e que, em 2008, estão em processo de compra 29 mil laboratórios de informática para as escolas do ensino fundamental. Mas, na sua avaliação, não basta ter laboratórios nas escolas, é preciso que estejam conectados à internet para produzir os efeitos esperados no aprendizado de crianças e adolescentes. “A conexão à internet possibilitará usar todo o potencial dos laboratórios enquanto ferramentas pedagógicas capazes de torna

Escolas de SP com mais falta de professor têm piores notas

Unidades com desempenho ruim no Saresp também estão em área de vulnerabilidade social Simone Iwasso e Maria Rehder Tirando a região central de São Paulo, 38 das 50 escolas estaduais da capital com maior número de faltas de professores justificadas com atestados de consultas médicas estão localizadas em áreas consideradas de vulnerabilidade social pelo governo, representando 76% das unidades. Essas são também as escolas onde os alunos tiveram os mais baixos desempenhos no Saresp, a avaliação aplicada pela Secretaria de Estado da Educação para aferir conhecimentos em matemática e língua portuguesa. Leia mais sobre avaliação das escolas estaduais A conclusão aparece no cruzamento da lista de faltas dos professores por escola, obtida com exclusividade pelo Estado, com as notas do Saresp, disponíveis no site da secretaria, e a relação das escolas em áreas vulneráveis, onde o professor recebe um adicional salarial. A classificação de vulnerabilidade é feita pelo governo com base em í

O que faz um bom professor

REVISTA ÉPOCA Os profissionais do ensino têm formação precária, fazem jornada dupla e ganham pouco. Como consertar isso Ana Aranha e Marcela Buscato Depois de 22 anos ensinando inglês na rede estadual de São Paulo, a professora Cristina Campos trocou as salas de aula por uma biblioteca pouco freqüentada. Dentro da escola onde lecionava, conta as horas entre livros que não saem das prateleiras. Ela fez faculdade de Letras e Pedagogia e estudou nos Estados Unidos por um ano. Cristina lembra que, quando era professora, assinava revistas estrangeiras e gravava fitas para os alunos ouvir em aula. “Mas não importa o esforço, o salário não muda. Em algumas classes não tinha nem tomada para o meu gravador”, afirma. “Desisti. Agora, espero o tempo passar para me aposentar.” Em outra escola da rede paulista, há 25 anos a professora de Português Silvia dos Santos Melo corre de uma sala para outra para dar conta de cada aluno de suas dez turmas de ensino méd

Escola pública na teia do atraso

Gaudêncio Torquato Primeiro flagrante: mais de 60 milhões de brasileiros - cerca de um terço da população - estão em salas de aulas. Esta é a soma do contingente de 55 milhões de alunos do ensino básico com grupamentos do ensino profissional, da graduação e da pós-graduação. À primeira vista, uma estatística de Primeiro Mundo. Segundo flagrante: o ensino básico atravessa a maior crise de sua história. Milhares de alunos concluem a quarta série sem saber ler nem escrever, muito menos fazer contas. Terceiro flagrante: 33 milhões de brasileiros são capazes de ler, mas não conseguem entender o significado das palavras. São analfabetos funcionais. Quarto flagrante: o ministro da Educação, Fernando Haddad, ao atestar a baixa qualidade do ensino médio, expressa conformismo: "A escola que temos é melhor do que sair da escola." A educadora Maria Helena Guimarães de Castro, secretária de Educação do Estado de São Paulo, vai direto ao desfecho: "Não há alternativa à educação de qua

Estado ensinará 20 mil crianças doentes em hospitais neste ano

Estado ensinará 20 mil crianças doentes em hospitais neste ano Secretaria de Estado da Educação atende crianças que não podem sair dos hospitais devido a internação Uma parceria entre as Secretarias de Estado da Educação e da Saúde torna possível a alunos da rede estadual de ensino continuar os estudos mesmo em uma cama de hospital. É o projeto Classes Hospitalares, que em 2008 vai ampliar de 18 mil para 20 mil atendimentos. O projeto abrange hoje principalmente quatro grandes hospitais da Capital: Hospital Infantil Darcy Vargas, Hospital do Servidor Público Estadual, Hospital das Clínicas e Emílio Ribas. Por mês, atende em média 1,5 mil estudantes, com idades entre 6 e 17 anos. Os responsáveis pelas aulas são 21 professores da rede estadual capacitados para lidar com crianças na luta diária contra câncer, anemia falciforme, doenças renais, hepáticas, respiratór

As apostilas na rede pública

Concebidas originariamente pelos cursinhos preparatórios para exames vestibulares e hoje utilizadas em grande escala pelas escolas particulares de ensino fundamental e médio, as apostilas estão sendo cada vez mais adotadas pela rede escolar pública de São Paulo. Segundo levantamento realizado pelo Estado, dos 645 municípios paulistas, cerca de 150 vêm comprando material didático das grandes empresas privadas que atuam na área educacional. A previsão das autoridades do setor é de que esse número seja triplicado nos próximos anos. O setor de produção de material didático cresceu tanto que, só em 2007, duas empresas abriram capital na Bolsa de Valores. Juntas, essas 150 cidades paulistas gastam R$ 100 milhões por ano com a aquisição de material didático e com a contratação de assessoria técnica, como programas de capacitação de professores, portais interativos na internet, sugestões de temas a serem desenvolvidos em sala de aula, sistemas de avaliação de ensino e informações sobre adminis

Fundamentos da educação

15/04/2008 Por Alex Sander Alcântara Agência FAPESP – Uma pesquisa, feita no campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, investigou a associação entre comportamento e desempenho escolar entre meninos e meninas. O estudo indica como a qualidade das relações estabelecidas na escola de educação infantil pode afetar o aprendizado das crianças. O trabalho avaliou o comportamento das meninas mais positivamente, ao passo que o desempenho escolar foi mais fortemente associado aos comportamentos interpessoais no grupo masculino. Para ambos os sexos, foram avaliados o comportamento – na relação com a tarefa, com os colegas e com o professor – e o desempenho a partir de sondagem de leitura e escrita. Segundo a coordenadora do estudo, a professora Edna Maria Marturano, da Faculdade de Medicina, os resultados destacam uma clara associação entre a qu

''Decidimos investir em educação básica''

Juan Eduardo García-Huidobro: filósofo e educador chileno; Aluno chileno com renda alta paga mensalidade no ensino superior público; para especialista, medida já é consenso no país Sempre que se discute a educação na América Latina, a experiência chilena entra no debate e as reformas na rede, vistas como privatizantes ou ousadas, despertam dúvidas sobre sua eficácia. No ano passado, um primeiro sinal foi dado pela avaliação internacional Pisa, que mostrou que os alunos chilenos deram um salto em desempenho. "É preciso ter cuidado com essa leitura", alerta o filósofo e educador Juan Eduardo García-Huidobro, um dos responsáveis pelas mudanças implementadas nos anos 1990 e membro do governo até o ano 2000. Atualmente professor da Universidade Alberto Hurtado, ele esteve no Brasil na semana passada no seminário Mudanças Educativas na Sociedade da Informação, promovido pela Fundação Santillana e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI)

Primeiro aparelho para auxiliar portadores de gagueira chega ao Brasil

IARA BIDERMAN Colaboração para a Folha de S.Paulo Em entrevista por telefone, o bibliotecário Roberto Tadeu, 38, conta sua história, sem pressa. A descoberta, aos cinco anos, de que falava de forma diferente da maioria das pessoas, as dificuldades da adolescência e de obter o primeiro emprego, as sessões de fonoaudiologia, os grupos de discussão na internet, a fundação de um grupo de apoio e de troca de informações sobre a gagueira. A conversa foi longa. O que a reportagem da Folha não sabia é que, na entrevista, Roberto estava fazendo uma das coisas mais difíceis para quem tem gagueira: falar ao telefone. E isso é só uma das coisas que a maioria das pessoas não sabe sobre o distúrbio. Para enfrentar situações como essa, é comum o portador de gagueira procurar estratégias. "Muitas vezes, ele prefere se deslocar para falar pessoalmente e evitar o telefone. De modo similar, pode ir comprar o pão no supermercado só para não ter de falar com o funcionário da padaria"

São Paulo fará plano de meta

Previsto em lei, documento visa garantir continuidade de programa educacional no longo prazo Simone Iwasso A Secretaria Municipal da Educação de São Paulo pretende colocar em execução, a partir do próximo mês, uma agenda de seminários, reuniões e debates para, até o fim do ano, fechar um Plano Municipal de Educação. O documento é previsto na Constituição, na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), no Plano Nacional de Educação e na Lei Orgânica do Município - e até hoje a cidade não tem o seu. A última tentativa de elaborar um plano ocorreu em 2003, na gestão da então prefeita Marta Suplicy (PT), mas não foi levada adiante. A proposta agora é convidar sindicatos, professores, diretores, pais, organizações não-governamentais e especialistas das 13 diretorias de ensino da cidade para discutir e elaborar consensos sobre o que seria um plano de longo prazo para a educação na cidade. Tantas leis prevêem a existência de um documento do tipo para Estados e municípios porque ele garante que ce

Empresas levarão internet de graça para escolas públicas

Governo lançará amanhã o programa de inclusão digital bancado pelas companhias de telefonia Gerusa Marques, BRASÍLIA Depois de nove meses de negociação, governo e empresas de telefonia lançarão amanhã, no Palácio do Planalto, um programa para levar internet gratuita, em banda larga, a 55 mil escolas públicas de todo o País, até dezembro de 2010. O lançamento exigiu tanto tempo de negociação porque foi preciso fazer um ajuste nos contratos das operadoras. As concessionárias ficaram desobrigadas de instalar Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs), uma espécie de telecentro, com orelhões e acesso à web, mas, em contrapartida, a estrutura que será espalhada pelo interior do País incluirá a internet em alta velocidade para todas as escolas públicas urbanas. O projeto, que será implantado pelas concessionárias de telefonia fixa, é considerado um dos mais importantes do segundo mandato de Lula e seu lançamento será usado pelo governo para tirar o foco da crise em torno do dossiê

Educação estadual vai terceirizar manutenção de computadores de escolas

Objetivo é manter máquinas atualizadas e acelerar consertos A Secretaria de Estado da Educação vai modificar o sistema de manutenção em salas de informática nas escolas estaduais. A idéia é terceirizar os cuidados com os computadores, evitando que as escolas sofram com a demora na atualização e nos consertos das máquinas. Para viabilizar o novo projeto a Secretaria irá abrir licitação para contratação de empresas. Este processo prévio está sendo finalizado neste momento. Atualmente a manutenção dos computadores das cerca de 5.500 escolas estaduais acontece via Secretaria. “Queremos contratar uma empresa que garanta o funcionamento de todas as máquinas e que, se possível, mantenha um profissional diretamente ligado às escolas para atender consertos e resolver os problemas o mais rapidamente possível”, afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Cada diabinho com seu computador

Há pesquisas nos Estados Unidos com dados alarmantes sobre a queda de rendimento na aprendizagem de crianças que passaram a dispor de laptops individualizados em sala de aula. Essas pesquisas, segundo as universidades que as realizaram, apontam para o fato de que os alunos pioraram ou ficaram na mesma situação a partir do uso do laptop, e isso quase que independentemente do nível socioeconômico das turmas ou de suas diferenças étnicas. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) afirmam ter feito investigações na mesma linha, obtendo resultados desanimadores. Li as pesquisas mais importantes e creio que posso dizer sem medo que elas tropeçam em pontos significativos. É importante considerarmos as variáveis que realmente interessam e olhar essas pesquisas com carinho, pois o governo brasileiro atual quer levar adiante o programa ''um computador por aluno''. Há cálculos nada tolos que mostram que o projeto brasileiro, com as metas de custos que vislumbra,

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