Pular para o conteúdo principal

Postagens

Profissão em extinção?

Magno de Aguiar Maranhão No Brasil, nenhum nível de ensino escapa ao problema. Mas não estamos sós: a Unesco alerta que a meta mundial de "educação para todos", fixada no início dos anos 1990, e que deveria ser atingida até 2015, está ameaçada devido ao déficit alarmante das peças-chave do processo ensino/aprendizagem. A estimativa é de que, em dez anos, o planeta amargará uma carência de 15 milhões a 30 milhões de professores. O órgão afirma que, praticamente, não há país imune às pragas que têm afugentado os mestres das salas de aula, mas destaca que as conseqüências mais funestas recairão sobre nações subdesenvolvidas e em desenvolvimento, bloco no qual nos encontramos, e ocupamos algumas das piores posições quando o assunto é educação, mesmo se comparados a países com economias mais frágeis. Isso nos obriga a sair do âmbito das análises estéreis para atacarmos os fatores que, dentro das nossas fronteiras, têm transformado o magistério numa das carreiras mais frustrantes e...

Educadores criticam antecipação de exigências e responsabilidades

da Folha de S.Paulo Os educadores não são contra o ensino fundamental de nove anos. Mas alguns estão preocupados com a forma como os colégios vêm fazendo a mudança, que pode trazer prejuízos aos alunos. Diretora do Instituto Superior de Educação de São Paulo, Gisela Wajskop, que foi coordenadora do Referencial Curricular da Educação Infantil (documento do MEC com diretrizes para a pré-escola), é uma delas. "Está ocorrendo uma antecipação das exigências e das responsabilidades adultas por parte das escolas. Os compromissos, as lições de casa, as avaliações são tantas que beiram a loucura", afirma. Organização Gisela faz questão de frisar que defende a inclusão de um ano a mais. "Ele é fundamental dentro da restruturação das políticas públicas de educação e uma criança de seis anos tem total condição de ser alfabetizada." Mas, para ela, as escolas precisam se organizar melhor e entender que não basta só incluir a nova série. "Aos seis anos, as ...

Aos 6 anos, crianças encaram escola "puxada"

DANIELA TÓFOLI da Folha de S.Paulo Avaliações periódicas, mais tempo de aula, menos de recreio. Crianças de 6 anos que estão em escolas que já adotaram o ensino fundamental de nove anos (previsto para estar presente em todas as redes de ensino do país até 2010) estão tendo de se adaptar a uma nova rotina --mais puxada e estressante, dizem os especialistas. Parte dos colégios particulares de São Paulo começou a oferecer o nono ano no início de 2007. Apesar de o objetivo ser a garantia de mais um ano de escolaridade obrigatória para os estudantes da rede pública e de o conteúdo curricular não ter mudado (já que a principal alteração foi de nomenclatura: o antigo pré passou a ser primeira série), o cotidiano escolar acabou mudando. Antes, alunas do pré, as crianças de 6 anos não costumavam ser submetidas às provas, estudavam em unidades com playgrounds e tinham mais tempo de recreio. Muitas escolas, porém, ao incluir esses alunos no ensino fundamental, mudaram as regras. Na E...

MEC apóia escolas públicas com ensino fundamental de nove anos

28/06/2007 15h48 As 28.285 escolas públicas de ensino fundamental de nove anos de todo o país receberão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) brinquedos pedagógicos destinados a crianças de seis anos. Os brinquedos serão entregues até 19 de julho. São 37.500 kits, um para cada conjunto de 50 alunos em início de escolarização, investimento que atinge R$ 10,5 milhões. “Esse material é uma importante ferramenta para auxiliar o professor na constituição de um processo prazeroso de ensino e aprendizagem”, afirma o presidente do fundo, Daniel Balaban. Cada kit é formado por dois alfabetos móveis, dois conjuntos para formação de numerais, quatro quebra-cabeças, quatro jogos da memória, dois mosaicos geométricos e dois ábacos abertos. Os brinquedos pedagógicos serão utilizados por 956.544 crianças das classes iniciais dessas escolas. Serão atendidos todos os estados brasileiros, sendo 12.948 escolas da região Sudeste; 10.021 da região Nordeste; 2.378 do Centro-Oeste; 1...

Aluno ainda é apontado como culpado por fracasso

É o que mostra estudo realizado pela Unesco no País Lisandra Paraguassú, Brasília A culpa é do aluno. Professores, pais, diretores, coordenadores e até o próprio estudante acreditam que, se a criança não aprende, a maior parte da culpa é dela mesma. Esse é o quadro que sai do estudo “Repensando a escola: um estudo sobre os desafios de aprender, ler e escrever”, divulgado ontem pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Com maior ou menor intensidade, a escola culpa o aluno e seus pais pelas deficiências na capacidade de ensinar. “Pode-se afirmar que, se a escola deseja transferir a culpa pelo fracasso aos alunos, nisso consegue ter amplo êxito, pelo menos nas séries iniciais do ensino fundamental. Com maior freqüência, as falas atribuem a responsabilidade aos próprios discentes (alunos) e às suas famílias. Os pais não ajudam ou a criança não aproveita”, diz o documento. A medida para ser um bom aluno está no esforço e na disciplina em sala de aula. ...

Serra quer biblioteca aberta nas escolas

Governador iniciou ontem programa que coloca estagiário para atuar junto com professor titular de 1ª série em sala de aula MARIA REHDER, maria.rehder@grupoestado.com.br Foi em uma escola de bairro nobre, a Escola Estadual Ennio Voss, no Brooklin, Zona Sul da Capital - onde a biblioteca funciona e os professores não faltam - que o governador José Serra deu início ontem ao programa carro-chefe de seu governo, o “Professor Auxiliar”, que prevê a atuação de um estudante do curso de pedagogia em parceria com os professores titulares de 1ª série do Ensino Fundamental. Essa escola atende a cerca de 1,4 mil alunos de 1ª a 8ª série e tem 6 turmas de 1ª série, das quais duas já contam com o professor auxiliar. De acordo com Serra, o programa, em sua fase inicial, será realizado em 613 escolas estaduais da Capital (veja box ao lado). Na ocasião, porém, o governador reconheceu a necessidade de dar atenção especial às bibliotecas das escolas estaduais, que atualmente não contam com bibliotec...

Prefeitura fará 'Provão' em outubro

Será a primeira avaliação do ensino municipal Fernanda Aranda e Marcela Spinosa No próximo mês de outubro, 260 mil alunos da rede municipal vão participar de uma avaliação inédita de português e matemática. Chamado de Prova São Paulo, é o primeiro teste aplicado pela Secretaria Municipal de Educação para identificar os principais problemas enfrentados pelas escolas da Prefeitura. Vão participar estudantes das 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do ensino fundamental. A Prova São Paulo será repetida anualmente. Em 2008, serão avaliadas as demais disciplinas. No ano seguinte, voltam português e matemática. Segundo o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, o teste permitirá um conhecimento maior das deficiências no processo de alfabetização. 'Os resultados obtidos pela Prova São Paulo vão servir de subsídio para as próprias escolas se planejarem.' Uma sondagem da secretaria revelou que, este ano, 76% dos estudantes do primeiro ciclo (1ª a 4ª séries) estão alfabetizados. O...

Lista de blogs relacionados