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Um terço das cidades tem média 2 ou menor no ensino básico

A média nacional é 4, mas o País tem como meta chegar a 6, em 15 anos

Andréa Portella


SÃO PAULO - Cerca de 30% dos municípios brasileiros - 1,8 mil cidades - têm média igual ou menor a 2 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A média nacional é 4, mas o País tem como meta chegar a 6, em 15 anos. A informação foi dada na terça-feira, 17, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. “Estou citando só municípios porque não há nenhum Estado numa situação tão crítica”, disse.

O Ideb está em fase final de elaboração pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O índice usará uma escala de 0 a 10, levando em conta avaliações, repetência e evasão escolar.

A meta de atingir a média 6 deve-se ao fato de que, segundo Haddad, os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) teriam essa nota. Para chegar a esse patamar, o País precisaria aumentar sua média no Sistema Nacional da Avaliação Básica (Saeb) em 50 pontos. Ou seja, alunos de 4ª série teriam de passar a ter um conhecimento que hoje equivale ao dos alunos de 8ª.

O ministro participou, em São Paulo, de um encontro promovido pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife). Ele apresentou as linhas gerais do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) a um grupo de representantes de instituições ligadas, principalmente, a grandes bancos e empresas. O projeto ambiciona estabelecer sistemas de definição de metas, de avaliação e de cobrança de resultados nas escolas de todo o País.

Haddad anotou sugestões, críticas e perguntas. Muitas delas referiam-se a investimentos e gestão. “O Brasil realmente deixa a desejar em investimentos”, disse.

Segundo ele, a implementação do PDE deve enfrentar dificuldades políticas e administrativas. “Os municípios que aderirem terão de abrir mão de certas prerrogativas, como a de escolher um diretor de escola por questões políticas, e fazer escolhas por mérito”, afirmou. “E há questões de ordem executiva. O MEC tem de se preparar para implementar o plano, o que não é fácil.”

Uma comissão do Gife reuniu-se ontem para avaliar o encontro e divulgou nota, informando que quer conhecer melhor as propostas do governo e deve apoiá-las, caso contemplem dez pontos considerados essenciais. Entre eles estão a formação de um pacto multissetorial e a priorização de políticas de Estado em detrimento das políticas de governo.

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