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SP define critério para bônus de professor em escolas

FÁBIO TAKAHASHI da Folha de S.Paulo A Secretaria Estadual da Educação definiu que a melhora na nota média dos alunos de uma escola não será suficiente para que diretor, professores e funcionários recebam o prêmio financeiro por desempenho instituído pelo governo do Estado de São Paulo. A bonificação, que será paga uma vez ao ano, poderá chegar ao equivalente a três salários. Para receber o prêmio, a escola terá de melhorar o desempenho da maioria dos alunos --e não apenas de alguns. Para chegar a esse resultado, o governo decidiu dividir os estudantes em grupos segundo as notas no Saresp (avaliação do governo estadual). Serão mais bem avaliadas as unidades que tiverem a maior proporção de alunos que subiram de patamar (por exemplo, do grupo com nota "insuficiente" para "adequado"). As bases serão o Saresp 2005 e 2007. Esse indicador de desempenho de alunos será aliado às taxas de repetência e evasão das escolas, para definição do bônus. Juntos, repres...

80% dos alunos da rede municipal de SP concluem a 2ª série alfabetizados

Quase 15% são totalmente analfabetos; é a 1.ª vez que a capital avalia aprendizagem no final do primeiro ciclo Simone Iwasso A Prova São Paulo, avaliação aplicada pela Secretaria Municipal de Educação, indica que 80% dos alunos terminam a 2ª série do ensino fundamental alfabetizados. Ou seja, entendem o sistema alfabético, lêem textos simples e são capazes de escrever, mas com dificuldades ortográficas. Já 14,6% se mostraram totalmente analfabetos. O restante entregou as provas em branco ou com rabiscos, anulando o teste. No entanto, eles ainda encontram problemas na hora de fazer tarefas mais elaboradas. Na redação, onde deveriam escrever um conto a partir de um texto proposto, a maior parte conseguiu cumprir o exigido razoavelmente bem, sendo classificados como regulares. Mas 25% deles tiveram conceito insuficiente, deixando a desejar em coesão, tema e ortografia. Foi a primeira vez que a rede avaliou os estudantes no fim do primeiro ciclo de alfabetização - diagnóstico recome...

Escolas da educação especial receberão coleções literárias

22/01/2008 09:17:57 Mais de 700 mil alunos com necessidades educacionais especiais — com deficiência ou superdotação — terão acesso a acervos literários no segundo semestre deste ano. Cada uma das 54.412 escolas públicas com matrículas em classes comuns do ensino regular público e escolas especializadas sem fins lucrativos receberá obras de literatura distribuídas pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola – Educação Especial (PNBE/Esp). São três coleções com até 60 títulos para escolas com matrículas na educação infantil, ensinos fundamental e médio. Além de qualificar os acervos das bibliotecas escolares para uso dos estudantes, o PNBE/Esp também vai apoiar com obras de orientação pedagógica os 54.625 professores que trabalham nessas escolas. De acordo com a diretora de políticas da educação especial da Secretaria de Educação Especial, Cláudia Griboski, os livros de orientação serão instrumentos de leitura, informação, pesquisa e reunião pedagógica dos docentes. A...

Estado irá criar classes apenas para alunos repetentes

FÁBIO TAKAHASHI da Folha de S.Paulo A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo decidiu criar, já em 2008, turmas especiais aos alunos que repetiram a 4ª série do ensino fundamental. A medida vale também para os estudantes da 3ª série com dificuldades de aprendizagem. Esses alunos ficarão em classes de recuperação, separadas das turmas regulares. A intenção do governo José Serra (PSDB) é dar aos estudantes um reforço mais intensivo, em turmas menores, com materiais didáticos específicos. Educadores vêem o risco de que os alunos sejam estigmatizados. As turmas de recuperação da 4ª série em 2008 serão formadas pelos alunos que repetiram neste ano --no sistema de progressão continuada vigente no Estado, o estudante da fase inicial do ensino fundamental só pode repetir na 4ª série. Até este ano, os alunos que eram reprovados cursavam o ano seguinte nas turmas regulares, formadas por alunos provenientes da 3ª série. Em 2006, o índice de retenção na 4ª série ficou em 9%. Pa...

Professor não está preparado para alunos deficientes

Pesquisa do Ibope mostra que 96% deles se dizem sem condições e 87% afirmam nunca ter recebido treinamento Maria Rehder e Naiana Oscar, JORNAL DA TARDE No caminho para promover a inclusão de alunos especiais na rede pública brasileira dentro das escolas regulares, como defende o Ministério da Educação (MEC) e grupos de especialistas da área, há uma barreira essencial a ser superada: o treinamento do professor para receber e ensinar esse estudante. Pesquisa Ibope encomendada pela Fundação Victor Civita, obtida com exclusividade pela reportagem, revela que 96% dos professores da rede pública se dizem despreparados para a inclusão de alunos especiais e 87% deles nunca receberam nenhum treinamento para isso. Foram ouvidos 500 docentes, em uma amostra de todas as capitais. "Há experiências maravilhosas de docentes que promovem a inclusão. Só que ainda temos redes de ensino e até escolas que não oferecem capacitação", afirma Regina Scarpa, pedagoga da Fundação Victor Civita....

Para educador, escola formal não serve para educar

UIRÁ MACHADO Coordenador de Artigos e Eventos da Folha de S.Paulo "A Escola formal não está só na forma. Está dentro da fôrma. O pior é quando está no formol. É um cadáver." É assim que o educador mineiro Tião Rocha, 59, vê o ensino convencional, de cujos métodos e conteúdos se afastou há mais de 20 anos para experimentar processos alternativos de educação. À frente do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento desde 1984, Rocha sempre persegue "maneiras diferentes e inovadoras" de educar, alfabetizar, gerar renda. Ele distingue educação de escolarização e busca um sonho: escolas que sejam tão boas que professores e alunos queiram freqüentá-las aos sábados, domingos e feriados. "Se ninguém fez, é possível", diz. Folha - Toda a sua história como educador é feita do lado de fora das escolas convencionais. Qual é o seu problema com a escola formal? Tião Rocha - Se eu tivesse um analista, isso seria um prato cheio para ele. Comecei a ter problem...

Um quarto dos jovens se droga com remédio

Marcelo, de 27 anos, mora com os pais e com o irmão mais novo, trabalha o dia inteiro, tem diploma universitário, namora sério, pratica esportes, faz planos para fazer uma pós-graduação no exterior e sai para a balada com amigos quase toda noite. Ele se considera um jovem "responsa". Mas, ainda assim, precisa de ajuda química para dar conta da rotina pesada. "Maconha fumo eventualmente, mas não gosto muito. Prefiro o estimulante", conta. "Não deixa cheiro, não dá bandeira em casa. Pode sair com ele na rua que a polícia não pega. E não deixa doidão. Você não corre o risco de pegar uma gorda achando que a mina é gata." Marcelo pegou a dica do estimulante, do tipo anfepramona, na academia onde malha. Nas farmácias, uma caixa com 20 comprimidos custa, em média, R$ 17. Para conseguir comprar o remédio de tarja preta, ele pede a receita a um amigo médico. No começo da happy hour, Marcelo toma o remédio. Fica inteiro por toda a madrugada. No dia seguinte, volta a...

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