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Inep publica Escalas de Proficiência do Enem de 1998 a 2008

Dentro das comemorações pelos 20 anos de criação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou uma interpretação inédita das Escalas de Proficiência do Enem 1998 - 2008, assinada pelo mesmo grupo que elaborou a Escala, em 1998. As dez primeiras provas do Enem, que usavam como parâmetro a Teoria Clássica dos Testes (TCT) foram submetidas às análises da Teoria de Resposta ao Item (TRI), adotada desde 2009.

Por meio de um trabalho estatístico de extrema qualidade técnica, chegou-se à conclusão de que, mesmo sem os pré-testes possíveis apenas com a TRI, as provas de 1998 a 2008 se mostraram instrumentos precisos e bem elaborados para avaliar o que se propunha, o que permitiu a construção de Escalas de Proficiência para cada ano de realização do exame, entre 1998 a 2008.

A descrição da escala de proficiência permite interpretar aquilo que os participantes sabem e são capazes de realizar em relação aos conteúdos, habilidades e competências avaliados no Enem. A interpretação da escala é cumulativa, ou seja, os participantes situados em um determinado ponto dominam não só os conteúdos, habilidades e competências associados a esse ponto, mas também as proficiências descritas nos pontos anteriores. As proficiências descritas na Escala representam as competências, habilidades e os conteúdos da Matriz do Enem, procurando demonstrar as diferenças delas nos diferentes pontos (complexidade). A descrição do que realmente aconteceu em cada item da prova é fundamental para marcar os diferentes domínios. Para cada ponto analisado, são apresentados dados estatísticos que possibilitam compreender melhor a proficiência dos participantes.

Quando foi aplicado pela primeira vez, em 1998, as análises estatísticas dos resultados da avaliação em larga escala da educação básica já eram feitas no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), ainda em vigor. De 1998 a 2008, o Enem foi constituído por uma única prova e seu modelo de análise de resultados baseava-se no percentual de acertos que se transformava por somatória numa nota geral. Seus resultados individuais eram analisados num modelo pedagógico sob a ótica de cada uma das cinco competências e suas respectivas habilidades. Naquela época o Enem adotava como parâmetro as análises estatísticas clássicas Teoria Clássica dos Testes (TCT), que permitiam medir a proficiência a partir de uma análise do percentual de acertos.

À época, não eram disseminadas as vantagens da calibração de itens por meio de pré-testes antes da realização dos exames. A submissão desses resultados a análises estatísticas mais complexas, como a Teoria de Resposta ao Item (TRI) permitiu calcular, através de prova empírica, os diferentes níveis de dificuldade de cada item. Com a crescente complexificação e compreensão das análises de dados, sobretudo em função da participação do Brasil no Pisa, em 2000, outras análises ainda mais sofisticadas puderam ser atribuídas ao Enem. A partir de 2009, o Enem ganhou maior amplitude e complexidade, com provas para cada uma das quatro áreas de conhecimento, valendo-se das análises da TRI, que permitem a construção de uma escala de proficiência única, cumulativa para todos os anos, em cada área de conhecimento.

O Enem focaliza, especificamente, competências e habilidades básicas desenvolvidas, transformadas e fortalecidas com a mediação da escola. As tendências internacionais, tanto em realidades mais próximas como nas mais distantes, acentuam a importância da formação geral na educação básica, não só para a continuidade da vida acadêmica como, também, para uma atuação autônoma do indivíduo na vida social, com destaque para sua inserção no mercado de trabalho. Esta formação deve ser compreendida como uma sólida aquisição dos conteúdos tradicionais associada ao desenvolvimento de estruturas capazes de operacionalizá-los no enfrentamento de problemas apresentados pela realidade social, cada vez mais complexa.

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – Escalas de Proficiência – 1998 a 2008
 
fonte: INEP

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