Publicação analisa os resultados das ações implantadas nos últimos oito anos na rede de ensino nova-iorquina e compara com o Brasil
O Itaú Social e o Instituto Fernand Braudel lançaram na manhã de hoje, 03/08, a publicação “A Reforma Educacional de Nova York: Possibilidades para o Brasil”. A pesquisa traz uma análise das ações implantadas na cidade nos últimos oito anos, que está revertendo a tendência de queda no desempenho dos alunos e reduzindo a desigualdade no aprendizado. A pesquisa também compara os desafios enfrentados na área educacional em NY com os problemas da rede pública de ensino brasileira.
Dividido em grandes eixos, o estudo explica as medidas desenvolvidas em Nova York no âmbito da autonomia escolar; monitoramento e responsabilização por resultados; apoio presencial aos professores; aproximação entre família e escola; alternativas para a contratação e seleção de professores e diretores; segurança escolar; participação do setor privado na escola; negociação com sindicatos; e desdobramentos da reforma em Baltimore e Washington D.C.
De acordo com a publicação, após décadas de resultados de aprendizado declinantes, baixas expectativas e apatia institucional, Nova York conseguiu implantar em sua rede ações que resultaram em aumentos significativos nas porcentagens de estudantes que dominam as competências e conteúdos de suas séries. Em 2009, 82% dos alunos de 3ª e 8ª séries atingiram os padrões estaduais adequados de desempenho em matemática, comparados com somente 57%, em 2006. O déficit de desempenho entre estudantes negros e brancos também diminuiu, de 31%, em 2006, para 17%, em 2009.
O objetivo do estudo, segundo Patrícia Mota Guedes, uma das autoras da publicação e pesquisadora do Instituto Fernando Braudel, é fornecer um instrumento de trabalho para lideranças da sociedade civil, gestores da rede pública de ensino e políticos. “É importante refletir sobre cada um desses eixos, não no sentido de copiar, mas sim de entender que Nova York também enfrentou esses problemas e precisou usar criatividade, compromisso e persistência para poder realizar a reforma”.
Na avaliação do vice-presidente da Fundação Itaú Social, Antonio Matias, “voltar as atenções para experiências bem sucedidas em outras regiões do mundo é uma maneira de acumular conhecimentos que contribuam para que o Brasil alcance suas próprias soluções”.
Entre as principais ações apresentadas no estudo está autonomia escolar vinculada à responsabilização por resultados. A negociação com os sindicatos para colocar as ações em prática, assim como realizar mudanças na forma de contratação de professores e programas de capacitação também são abordados no estudo. Outro ponto de destaque é o envolvimento da família na rotina escolar a partir da criação do “coordenador de pais”, que busca fazer a intermediação entre pais e escola no acompanhamento do desempenho dos filhos.
Vontade política e principalmente ter como objetivo melhorar o aprendizado dos alunos são apontados por Patrícia Guedes como pontos essenciais para o sucesso da reforma. “O foco na aprendizagem é um fator agregador. É o que viabiliza politicamente e depois internamente na rede todos os eixos de ação da reforma”, defende a pesquisadora.
Durante o lançamento da publicação, o subsecretário de Educação de Nova York, Chris Cerf, também explicou que parte do sucesso da reforma deve-se à adesão voluntária das escolas. Ele disse que no início do processo, 83% dos professores eram efetivos, hoje esse número é de 100% e, como forma de atrair e reter os melhores profissionais, os salários dos professores tiveram um aumento de 43%.
Mais informações
Leia a íntegra do estudo no site do Itaú Social
O Itaú Social e o Instituto Fernand Braudel lançaram na manhã de hoje, 03/08, a publicação “A Reforma Educacional de Nova York: Possibilidades para o Brasil”. A pesquisa traz uma análise das ações implantadas na cidade nos últimos oito anos, que está revertendo a tendência de queda no desempenho dos alunos e reduzindo a desigualdade no aprendizado. A pesquisa também compara os desafios enfrentados na área educacional em NY com os problemas da rede pública de ensino brasileira.
Dividido em grandes eixos, o estudo explica as medidas desenvolvidas em Nova York no âmbito da autonomia escolar; monitoramento e responsabilização por resultados; apoio presencial aos professores; aproximação entre família e escola; alternativas para a contratação e seleção de professores e diretores; segurança escolar; participação do setor privado na escola; negociação com sindicatos; e desdobramentos da reforma em Baltimore e Washington D.C.
De acordo com a publicação, após décadas de resultados de aprendizado declinantes, baixas expectativas e apatia institucional, Nova York conseguiu implantar em sua rede ações que resultaram em aumentos significativos nas porcentagens de estudantes que dominam as competências e conteúdos de suas séries. Em 2009, 82% dos alunos de 3ª e 8ª séries atingiram os padrões estaduais adequados de desempenho em matemática, comparados com somente 57%, em 2006. O déficit de desempenho entre estudantes negros e brancos também diminuiu, de 31%, em 2006, para 17%, em 2009.
O objetivo do estudo, segundo Patrícia Mota Guedes, uma das autoras da publicação e pesquisadora do Instituto Fernando Braudel, é fornecer um instrumento de trabalho para lideranças da sociedade civil, gestores da rede pública de ensino e políticos. “É importante refletir sobre cada um desses eixos, não no sentido de copiar, mas sim de entender que Nova York também enfrentou esses problemas e precisou usar criatividade, compromisso e persistência para poder realizar a reforma”.
Na avaliação do vice-presidente da Fundação Itaú Social, Antonio Matias, “voltar as atenções para experiências bem sucedidas em outras regiões do mundo é uma maneira de acumular conhecimentos que contribuam para que o Brasil alcance suas próprias soluções”.
Entre as principais ações apresentadas no estudo está autonomia escolar vinculada à responsabilização por resultados. A negociação com os sindicatos para colocar as ações em prática, assim como realizar mudanças na forma de contratação de professores e programas de capacitação também são abordados no estudo. Outro ponto de destaque é o envolvimento da família na rotina escolar a partir da criação do “coordenador de pais”, que busca fazer a intermediação entre pais e escola no acompanhamento do desempenho dos filhos.
Vontade política e principalmente ter como objetivo melhorar o aprendizado dos alunos são apontados por Patrícia Guedes como pontos essenciais para o sucesso da reforma. “O foco na aprendizagem é um fator agregador. É o que viabiliza politicamente e depois internamente na rede todos os eixos de ação da reforma”, defende a pesquisadora.
Durante o lançamento da publicação, o subsecretário de Educação de Nova York, Chris Cerf, também explicou que parte do sucesso da reforma deve-se à adesão voluntária das escolas. Ele disse que no início do processo, 83% dos professores eram efetivos, hoje esse número é de 100% e, como forma de atrair e reter os melhores profissionais, os salários dos professores tiveram um aumento de 43%.
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Leia a íntegra do estudo no site do Itaú Social
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