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SIADE mostra ao professor o que o aluno não aprendeu e o que pode ser feito para mudar isso

26/05/2009

As 539 escolas avaliadas vão receber boletins cada uma com seu próprio resultado a partir desta semana para verificar o que os alunos não aprenderam e trabalharem focados para corrigir as falhas do ensino. Divulgação será nesta terça, às 9h, no auditório do SMU

Os resultados do SIADE (Sistema de Avaliação de Desempenho das Instituições Educacionais do Distrito Federal), implantado em 2008 para verificar a qualidade do ensino oferecido pelas escolas públicas do Distrito Federal, mostram que os professores da rede pública devem comemorar os índices de aprendizagem alcançados pelos alunos das 2ª e 4ª séries; preocupar-se muito com os da 6ª série; e continuar trabalhando com afinco para melhorar os da 8ª série do Ensino Fundamental e 3º ano do Médio, onde estamos mais parecidos com as médias do País.

Distinto das avaliações federais que oferecem um panorama sobre o desempenho da escola, o SIADE traz também uma avaliação sobre o aprendizado do aluno. Por isso, permite aos professores intervirem imediatamente para corrigir falhas do processo de ensino-aprendizado. Assim, a partir dessa semana, cada uma das 521 escolas onde houve avaliação de desempenho receberá um boletim apontando o estado do ensino-aprendizagem naquela instituição de ensino. Junto, receberão relatórios pedagógicos que permitirão aos professores e as equipes gestoras trabalharem focados no que os alunos apresentam mais dificuldade de aprendizado.

Assim, professores da rede podem verificar o que seus alunos não estão aprendendo e trabalhar para corrigir as falhas de ensino. O que, se tratado desde agora, já poderá ser reavaliado nas próximas avaliações - Prova Brasil em data a ser marcada pelo MEC (Ministério da Educação) no 2º semestre e a 2ª edição do SIADE, em outubro, quando serão avaliados os alunos das 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio nas seguintes disciplinas: Língua Portuguesa com redação, Matemática, Ciências, História, Geografia, Filosofia e Sociologia.

“Os boletins permitirão a cada uma das escolas que participaram saber onde está, o que é preciso modificar, incluir ou consolidar para garantir, a cada um de seus alunos, seu direito a aprender”, explica o secretário de Educação, José Luiz Valente.

Ele acredita que os seis meses entre a distribuição dos resultados, esta semana, e o novo SIADE, em outubro, sejam suficientes para os professores desenvolverem um trabalho de melhoria da qualidade do ensino, de forma que os indicadores de reprovação e distorção idade-série continuem caindo, como acontece agora.

Entendendo o SIADE

O resultado do SIADE não funciona, entretanto, como uma medida, mas sim como um marco zero para que gestores e professores estabeleçam metas para sua instituição de ensino. A partir dessas metas, poderão redimensionar seus projetos pedagógicos, e as escolas, individualmente, reconhecendo seus problemas estabelecem os caminhos para atingir seus objetivos tomando como eixo norteador as Diretrizes de Avaliação Pedagógicas e as Orientações Curriculares da SEDF.

Além dos resultados do rendimento escolar, o SIADE abarca ainda a avaliação das políticas educacionais e avaliação da gestão. Em 2008, foram definidos os indicadores que serão utilizados para avaliar as políticas educacionais e a gestão, a partir de 2009. No caso das políticas, serão avaliadas cinco dimensões: a oferta, a infraestrutura, o desenvolvimento de recursos humanos, as articulações e parcerias institucionais e o desempenho do sistema. Para cada dimensão, existe um conjunto de indicadores. Já no âmbito da gestão, serão quatro as dimensões avaliadas: implantação da Proposta Pedagógica, parâmetros para a Gestão Compartilhada e desempenho escolar, processos participativos das instituições colegiadas, recursos pedagógicos e equipamentos.

O SIADE é uma avaliação diferente daquelas realizadas pelo MEC e por outras Unidades da Federação, porque o sistema educacional do DF possui especificidades, já que combina as características dos sistemas estaduais e municipais de ensino, sendo responsável pela oferta de todos os níveis e modalidades da Educação Básica.

Por isso, o SIADE não se limita a avaliar o rendimento dos alunos, abrangendo também a avaliação da oferta da educação infantil, da educação especial, das políticas e da gestão. Dessa maneira, é possível obter um diagnóstico de todas as dimensões envolvidas na oferta de ensino - desde a formulação das políticas, passando pela gestão (a maneira como as políticas são colocadas em prática nas escolas), chegando à aprendizagem.

Outra diferença relevante é o fato de o SIADE avaliar mais séries e disciplinas: enquanto a Prova Brasil e o SAEB - Sistema de Avaliação da Educação Básica se limitam à Língua Portuguesa e Matemática na 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e no 3º ano do Ensino Médio, o SIADE é mais abrangente.

Em 2008, foram avaliados por meio do SIADE alunos de 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e o 3º ano do Ensino Médio nas seguintes disciplinas: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Física, Química e Biologia. A avaliação de rendimento também incluiu um ditado (2ª série) e uma redação (todas as séries).

Assim, a vantagem do SIADE é que ele fornece um diagnóstico mais profundo, capaz de atender às especificidades do sistema de ensino do Distrito Federal, permitindo a identificação de problemas e ganhos de aprendizagem em várias áreas de conhecimento.

Além disso, alunos, pais, diretores e professores responderam a questionários em que expressaram suas opiniões sobre a escola e o ensino, dentre outras coisas. A partir dessas respostas é possível identificar os fatores intra e extra escolares que mais influem na aprendizagem.

Com base nesse conjunto de instrumentos complementares entre si, obtém-se uma radiografia de cada escola, das 14 DREs - Diretorias Regionais de Ensino e do sistema de ensino como um todo.

ASCOM

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