Jéssika Torrezan
do Agora
A escola que teve as notas mais altas no ensino médio no Saresp é arborizada, conta com a forte participação da comunidade e possui até blog e campo de futebol. Localizada no bairro do Butantã (zona oeste de SP), a Alberto Torres foi fundada em 1932 com o nome de Escola Rural do Butantan. À época, tinha até horta e convívio com os animais em seu currículo.
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É essa a escola que tirou as notas mais altas em português e matemática e ficou em sexto lugar em ciências no ensino médio, conquistando a melhor média geral do exame.
O colégio fica ao lado do Instituto Butantan e próximo à USP (Universidade de São Paulo). Filhos de funcionários do instituto estudam lá, como as irmãs Maria e Eliene Matias, que estão na sétima série. Elas elogiam a escola, principalmente por causa do espaço para atividades ao ar livre, as salas de leitura, o auditório e os professores, "muito bons".
Outro ponto é a realização de várias atividades fora da sala. "É chato só ficar na sala de aula, enjoa", diz Maria.
O instituto, que fica ao lado, é um dos destinos constantes. Mas o pai delas, Carlos Matias, 42 anos, diz que não foi sempre assim. "Há dois anos, a escola tinha muitos problemas de indisciplina e vandalismo. Começamos um trabalho conjunto com pais, direção e conselho tutelar. Os problemas foram resolvidos."
Mesmo com as boas notas, os alunos mais antigos dizem que a escola piorou. O biólogo Carlos Righetti, 65 anos, que estudou lá na década de 50, espantou-se ao saber que a Alberto Torres tinha as notas mais altas. "Não há mais disciplina, ninguém liga para nada. Essa escola piorou muito", lamenta.
AGORA SÃO PAULO
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