Publicada em 03-12-08 às 08h25
Ana Lúcia Souza
Apesar de ser importante para o processo ensino-aprendizagem nas escolas, os estabelecimentos existentes na rede estadual e conveniados do município de Barreiras, ainda não dispõem do serviço de psicopedagogos.
A Psicopedagogia busca, por meio de estratégias pedagógicas resolver problemas dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos na tentativa de compreender o desenvolvimento e aprendizagem humana no ambiente escolar.
O diretor regional da Diretoria Regional de Educação – DIREC 25, Adalton Santos Soares, reconhece a necessidade da implantação da psicopedagogia frente à carência das escolas. “O profissional torna-se fundamental para diagnosticar as dificuldades existentes na área da aprendizagem escolar e apontar caminhos para que os estudantes possam ter o melhor desempenho”, disse Adalto.
A realidade local conta com o auxílio de pedagogos e outros profissionais da educação, mas, no entanto, existe uma preocupação maior do estado quanto à inserção de coordenadores pedagógicos nas unidades de ensino, considerados insuficientes.
Mesmo que as instituições acadêmicas ofereçam cursos de especialização educacionais, a formação de profissionais é um dos principais fatores que contribuem para a ausência da psicopedagogia no meio escolar.
Adalto elucida as principais deficiências para essa implantação. “Ainda existe carência de formação de profissionais, ausência de equipes escolares atuando com as necessidades devido ao descaso com a educação no passado e a falta de estrutura adequada”, explicou o diretor.
Segundo a DIREC, no momento está sendo feito um consócio com universidades no sentido de ampliar a formação de professores concursados e preencher a lacuna histórica do passado da educação em parceria com órgãos do estado e do município.
Para a psicopedagoga e inspetora do sistema educacional de Barreiras Marisa Tacinare “o psicopedagogo abrange conhecimentos relacionados a pedagogia e psicologia no qual está apto a fazer alguns diagnósticos de dificuldades de aprendizagem que os alunos possam apresentar, e no qual é feito um acompanhamento e trabalho dessas dificuldades”, declarou a especialista.
É importante ressaltar que para a eficácia do trabalho psicopedagógico é preciso que ele seja desenvolvido paralelo a metodologia do professor, e que seja contínuo. Ainda segundo Marisa “se trata de um trabalho que não se esgota no ambiente escolar, mas também precisa de acompanhamento familiar. Só instituir o cargo de psicopedagogo e a contratação desse profissional não vai resolver os problemas da escola”, afirmou.
Jornal Nova Fronteira
Barreiras - BA
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