Secretária de Educação Básica do MEC fala das mudanças na aplicação da Provinha Brasil para o próximo ano. Segundo Maria do Pilar, a avaliação passará a ser feita por amostra e será aplicada no início e fim de cada ano letivo
Em entrevista ao Todos Pela Educação, a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, apresentou um balanço da aplicação da Provinha Brasil no primeiro semestre de 2008 e falou das possíveis mudanças do exame no próximo ano. Segundo ela, em 2009 o Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais deve aplicar de forma amostral a avaliação, com isso será possível conhecer qual é o nível médio da alfabetização das crianças brasileiras de até oito anos no País. Outra mudança prevista é que a primeira prova seja aplicada no início do ano letivo, e não mais no final do primeiro semestre como ocorreu este ano.
Apesar de não ser obrigatória a aplicação da prova e a divulgação dos resultados, Pilar afirma que todos os 27 estados aplicaram a Provinha Brasil no primeiro semestre. “Na rede municipal a nossa estimativa é que mais de 4 mil municípios participaram. Isso significa que quase 80% dos municípios com escolas que atendem as séries iniciais do Ensino Fundamental”, explica a secretária. Ela também afirma que a aplicação por amostra, prevista para o ano que vem, possibilitará que as pessoas comparem os resultados com a média brasileira.
Este ano, o MEC disponibilizou os Kits com a Provinha Brasil no início do mês de maio, já a segunda prova deverá ser feita no final do segundo semestre letivo. Segundo a secretária, para 2009, a primeira prova esta prevista para o início do calendário letivo. “Acreditamos que pedagogicamente os professores têm que fazer esse diagnóstico no começo do ano, para que eles tenham o ano inteiro para trabalhar as dificuldades dos alunos e no final do ano reaplicar a prova”, justifica Pilar. Na opinião dela, a demora na aplicação da prova em 2008 ocorreu muito mais por causa do Ministério do que dos municípios. “O atraso deve-se principalmente ao fato de ser o primeiro ano de aplicação da Provinha Brasil e também ao atraso no processo de licitação”, explica.
Para a secretária, o grande mérito da Provinha Brasil é que ela fornece instrumentos para o professor interpretar os resultados, além de sugerir práticas pedagógicas que podem ser realizadas para alcançar os resultados. “É um material que ajuda o professor na reflexão, porque nenhuma avaliação serve para nada se ela se limitar a constatar. A avaliação só serve se for para mudar as nossas práticas, para identificar as dificuldades de cada um”, explica Pilar.
A obrigatoriedade da Provinha Brasil
Para o presidente do movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos, a obrigatoriedade da aplicação e a divulgação dos resultados da Provinha Brasil são fundamentais. “A provinha é um instrumento absolutamente necessário para que a gente possa medir se a qualidade está sendo cumprida na escola pública”. Apesar disso, ele explica ser compreensível que, sendo este o primeiro ano da avaliação, com eleições municipais, a estratégia do MEC tenha sido facultar a aplicação da prova.
Garantir que todas as crianças estejam plenamente alfabetizadas até os oitos anos é a Meta 2 do movimento Todos Pela Educação. Mozart acredita que é imprescindível conscientizar as famílias, a sociedade civil e os gestores públicos da importância da Provinha Brasil. Portanto, “um diagnóstico por amostra ainda não é suficiente” diz o presidente do movimento, que acredita ser este um primeiro passo. Ele recorda que o sistema de avaliação do MEC não começou com a Prova Brasil, que é censitária, mas sim com o Saeb – Sistema de Avaliação da Educação Básica, que é amostral.
Por outro lado, a secretária de Educação básica afirma que a Provinha Brasil não será obrigatória a curto prazo. “Exatamente porque ela não é classificatória, a adesão foi muito grande. Não tem nenhum temor. Os próprios professores, a corporação, costumam rejeitar um pouco as avaliações. Mas nesse caso não houve nenhuma rejeição”, explica Pilar. De acordo com ela, a adesão ocorreu porque houve muito dialogo. “Eu acredito que em Educação o que não é construído dessa maneira, pode até acontecer, mas some muito rapidamente”, conclui.
De olho na Educação
03 de setembro de 2.008
Em entrevista ao Todos Pela Educação, a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, apresentou um balanço da aplicação da Provinha Brasil no primeiro semestre de 2008 e falou das possíveis mudanças do exame no próximo ano. Segundo ela, em 2009 o Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais deve aplicar de forma amostral a avaliação, com isso será possível conhecer qual é o nível médio da alfabetização das crianças brasileiras de até oito anos no País. Outra mudança prevista é que a primeira prova seja aplicada no início do ano letivo, e não mais no final do primeiro semestre como ocorreu este ano.
Apesar de não ser obrigatória a aplicação da prova e a divulgação dos resultados, Pilar afirma que todos os 27 estados aplicaram a Provinha Brasil no primeiro semestre. “Na rede municipal a nossa estimativa é que mais de 4 mil municípios participaram. Isso significa que quase 80% dos municípios com escolas que atendem as séries iniciais do Ensino Fundamental”, explica a secretária. Ela também afirma que a aplicação por amostra, prevista para o ano que vem, possibilitará que as pessoas comparem os resultados com a média brasileira.
Este ano, o MEC disponibilizou os Kits com a Provinha Brasil no início do mês de maio, já a segunda prova deverá ser feita no final do segundo semestre letivo. Segundo a secretária, para 2009, a primeira prova esta prevista para o início do calendário letivo. “Acreditamos que pedagogicamente os professores têm que fazer esse diagnóstico no começo do ano, para que eles tenham o ano inteiro para trabalhar as dificuldades dos alunos e no final do ano reaplicar a prova”, justifica Pilar. Na opinião dela, a demora na aplicação da prova em 2008 ocorreu muito mais por causa do Ministério do que dos municípios. “O atraso deve-se principalmente ao fato de ser o primeiro ano de aplicação da Provinha Brasil e também ao atraso no processo de licitação”, explica.
Para a secretária, o grande mérito da Provinha Brasil é que ela fornece instrumentos para o professor interpretar os resultados, além de sugerir práticas pedagógicas que podem ser realizadas para alcançar os resultados. “É um material que ajuda o professor na reflexão, porque nenhuma avaliação serve para nada se ela se limitar a constatar. A avaliação só serve se for para mudar as nossas práticas, para identificar as dificuldades de cada um”, explica Pilar.
A obrigatoriedade da Provinha Brasil
Para o presidente do movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos, a obrigatoriedade da aplicação e a divulgação dos resultados da Provinha Brasil são fundamentais. “A provinha é um instrumento absolutamente necessário para que a gente possa medir se a qualidade está sendo cumprida na escola pública”. Apesar disso, ele explica ser compreensível que, sendo este o primeiro ano da avaliação, com eleições municipais, a estratégia do MEC tenha sido facultar a aplicação da prova.
Garantir que todas as crianças estejam plenamente alfabetizadas até os oitos anos é a Meta 2 do movimento Todos Pela Educação. Mozart acredita que é imprescindível conscientizar as famílias, a sociedade civil e os gestores públicos da importância da Provinha Brasil. Portanto, “um diagnóstico por amostra ainda não é suficiente” diz o presidente do movimento, que acredita ser este um primeiro passo. Ele recorda que o sistema de avaliação do MEC não começou com a Prova Brasil, que é censitária, mas sim com o Saeb – Sistema de Avaliação da Educação Básica, que é amostral.
Por outro lado, a secretária de Educação básica afirma que a Provinha Brasil não será obrigatória a curto prazo. “Exatamente porque ela não é classificatória, a adesão foi muito grande. Não tem nenhum temor. Os próprios professores, a corporação, costumam rejeitar um pouco as avaliações. Mas nesse caso não houve nenhuma rejeição”, explica Pilar. De acordo com ela, a adesão ocorreu porque houve muito dialogo. “Eu acredito que em Educação o que não é construído dessa maneira, pode até acontecer, mas some muito rapidamente”, conclui.
De olho na Educação
03 de setembro de 2.008
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