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Grupo de 500 educadores vai agir em escolas estaduais com piores índices educacionais

A Secretaria de Estado da Educação inicia em agosto uma forte ação para melhorar os índices das escolas mais mal avaliadas de São Paulo. Cerca 500 profissionais (supervisores e Assistentes Técnico-Pedagógicos) serão treinados para ajudar diretamente na recuperação das 379 escolas com pior desempenho da rede, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp), lançado pela pasta, em maio deste ano, dentro do Programa de Qualidade da Escola.

O grupo de 500 profissionais terá a missão de acompanhar de perto, sugerir e orientar escolas a atingirem suas metas educacionais. Este trabalho conjunto com as direções das escolas já acontece desde o lançamento do Idesp, mas agora terá acompanhamento direto da Secretaria. À época do lançamento a Secretaria informou que atuaria nas 100 escolas mais mal avaliadas, mas decidiu ampliar o projeto, abrangendo cerca de 7% das unidades.

Os 500 profissionais que atuarão nas escolas serão treinados já no fim deste mês. Além deste "grupo de elite", a Secretaria implantará uma série de ações para melhorar o desempenho dos estudantes da rede estadual.

A Jornada de Matemática, por exemplo, foi estendida para todo o Estado e poderá beneficiar cerca de 260 mil alunos da 4ª série do Ensino Fundamental_ inscrições acabam nesta segunda-feira, 14 de julho. É uma olimpíada que pretende estimular os alunos a ganhar conhecimento em matemática, área com pior desempenho entre os estudantes da rede estadual.

Uma série de reformas já está em andamento, mas agora a Secretaria passa a focar nas 379 escolas mais mal avaliadas no Idesp. A partir de 25 de julho todas estas escolas contarão com programa específico de reformas e ampliações. Em primeira fase, 64 escolas da Grande São Paulo passarão por reformas_ são das Diretorias de Ensino de Itaquaquecetuba, Sul 3 (capital) e Osasco, já que estas são as regiões com mais escolas mal avaliadas. No interior as regiões imediatamente atendidas serão de Campinas e Guaratinguetá, pelo mesmo motivo.

Além destas, o plano de reestruturação das escolas pretende melhorar as condições de outras unidades, com previsão de gasto (para todas as reformas, ampliações e adaptações) de R$ 650 a R$ 800 milhões. Em 2007 foram gastos cerca de R$ 550 milhões em obras. As outras regiões continuarão com as obras já previstas, em programa à parte da Secretaria.

"Vamos atacar em várias frentes, sem poupar esforços para recuperar essas escolas e ajudá-las a cumprir as metas. Nossa intenção é diminuir a diferença entre as escolas muito boas e as com maiores deficiências", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Outras mudanças: a Secretaria determinou que os alunos da rede estadual terão novidades pedagógicas a partir deste segundo semestre. Todas escolas com turmas de 2º ciclo de Ensino Fundamental (5ª a 8ª do Fundamental) e de Ensino Médio (não apenas as 379 com piores índices) receberão materiais novos para recuperação paralela (no contra-turno). Cerca de 100 mil estudantes, de todas as escolas nestes ciclos, terão cadernos de apoio em matemática e língua portuguesa, com indicação de atividades, sugestões de exercícios. Os professores identificarão os alunos que necessitem de apoio e formarão as turmas. As aulas serão, a partir de agosto, no contra-turno ou aos sábado, em classes de 15 a 20 estudantes. Outros 6.000 cadernos de apoio serão para os professores.

Esta mesma recuperação, com cadernos de apoio para alunos e professores, já é aplicada para no ciclo inicial (1ª a 4ª série do Fundamental) e terá continuidade no segundo semestre. Para as 379 escolas com piores índices, além desta recuperação com materiais novos, a Secretaria determinou a repetição da recuperação que ocorreu no início do ano, mas agora no contra-turno, com o Jornal do Aluno e a Revista do Professor (materiais que focam em língua portuguesa e matemática, abordando as outras disciplinas).

"São ações que se complementam. O objetivo é melhorar a qualidade da aprendizagem. Para isso é preciso uma série de ações, com materiais específicos, capacitação de professores, melhor infra-estrutura, entre outras ações", diz a secretária Maria Helena.

Secret. Educação do Estado de São Paulo

14 de julho de 2.008

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