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MG - Parceria entre Magistra e site leva orientações sobre dislexia a educadores mineiros

Site dislexiabrasil.com.br será incorporado ao da Magistra

Na Semana da Dislexia, uma parceria da Secretaria de Estado de Educação pretende levar para os professores da rede mais informações sobre o distúrbio. O site Dislexia Brasil, que traz informações importantes sobre o transtorno de aprendizagem da leitura e escrita dos estudantes, agora tem seu conteúdo incorporado à página da Magistra.

O ambiente virtual oferece conteúdos básicos sobre o tema, formas de identificar o distúrbio e de adquirir técnicas para ensinar leitura, soletração e escrita até apontar como melhorar o ambiente escolar, fazendo com que os estudantes lidem com suas dificuldades específicas em concentração, memória e organização.

O site foi criado originalmente em 2008, na Bélgica. O conteúdo foi traduzido e adaptado pela professora do Departamento de Psicologia da UFMG Ângela Maria Vieira Pinheiro e sua equipe, e lançado em 2012.

Site traz informações importantes aos educadores: o que é a dislexia, como identificá-la e o que fazer em sala de aula no ensino desses estudantes.

Além de explicar o que é esse distúrbio que leva à dificuldade de aprendizagem, o site diz como o professor pode identificá-lo nos seus alunos. “O professor não pode dar um diagnóstico. O site o ensina a levantar suspeitas. Existem vários indicadores – por exemplo, problemas no processamento na linguagem falada, de concentração, de memórias de curto prazo, de sequenciação de informação. Então, os professores são levados a identificar e perceber os sinais que a criança tem risco de vir a desenvolver a dislexia”, destaca a professora Ângela.

Outra seção do site aborda como o professor pode ensinar essas crianças. Segundo a professora, a proposta é que os alunos com dificuldade aprendam junto com os demais alunos. “Antes, uma vez identificado o problema, tudo o que o professor achava que tinha que fazer era passar para o especialista. O nosso discurso é outro: você está na frente da sala de aula, nós queremos que você conheça a condição, que saiba ver os sinais de risco e que, depois que a criança foi encaminhada para um especialista, que ela vier com o diagnóstico, nós queremos que você, dentro de sala de aula, ensina essa criança de forma inclusiva. Um ensino que no final das contas vai ser bom para todo mundo”.

Outra seção do site é voltada para os pais, que, segundo a especialista, podem influenciar na alfabetização de seus filhos desde que a criança aprende a falar. Ela destaca que alguns métodos, como pedir para as crianças contarem histórias ou contar uma história e pedir a elas para recontarem, ajudam, já que envolvem o acesso da informação da memória de longo prazo, vocabulário e temporalidade (início, meio e fim).

Esses métodos podem ser usados na educação infantil, antes mesmo da alfabetização. “Isso é muito bom para os professores do ensino infantil. Muito tempo é perdido no ensino infantil com brincadeiras irrelevantes e você pode aproveitar aquele espaço para atividades que criam a base da aprendizagem da leitura e da escrita”.

O conteúdo do site também é importante para os educadores que atuam nos anos seguintes à alfabetização, até mesmo no ensino médio, já que algumas vezes a dislexia não é identificada quando o estudante está aprendendo a ler e escrever.

Para acessar o conteúdo do dislexiabrasil.com.br, o professor deve estar cadastrado no site. Acesse e confira.
 
FONTE: Secretaria da Educação de Minas Gerais

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