terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Secretaria de Estado da Educação deixa cardápio de escolas mais nutritivo

A Secretaria de Estado da Educação inicia o ano letivo de 2009 com uma novidade à mesa de cerca de 1 milhão de alunos. Todos que recebem merenda em escolas estaduais terão um novo cardápio, elaborado especificamente para melhorar a nutrição dos estudantes. Além de barras de cereais sem gordura trans, os alunos agora terão no cardápio “super salsichas”, com quelato, além de menos sal e gordura.

As duas novidades serão agregadas ao cardápio de 1.636 escolas estaduais que recebem merenda – o restante de escolas recebe merenda de maneira descentralizada, via prefeituras. São dois tipos de novas salsichas: 1- com 50% menos sal e gordura; 2- com 50% menos sal e gordura e com quelato, componente que permite que o cálcio e o ferro do alimento sejam igualmente absorvidos pelo organismo.

Já as barras de cereais, com chocolate, são livres de gordura trans. Diferentes das tradicionais barras de cereais encontradas no mercado, as servidas nas escolas estaduais apresentam menos gordura e não contêm gordura trans, já que são feitas com óleo de palma.

“Em ambos os casos fizemos testes em escolas estaduais. O sucesso foi imediato, com 95% de aprovação. Os novos produtos irão complementar o cardápio que inclui arroz, feijão, purê de batata, macarrão, enfim, uma série de opções”, afirma o coordenador Departamento de Suprimento Escolar (DSE) a Secretaria, Orlando Gerola.

A Secretaria define cinco tipos de cardápios a cada bimestre,para duração de 8 semanas. Após isso, muda-se o cardápio, alterando as opções entre os pratos.

De acordo com as normas nacionais e internacionais de nutrição, a merenda escolar deve suprir no mínimo 15% das necessidades diárias de nutrientes de crianças e adolescentes. “Em idade escolar é preciso consumir quantidades ideais de cálcio e ferro. Por isso buscamos produtos balanceados que ofereçam os nutrientes necessários para o crescimento forte e saudável de nossos alunos”, afirma Monika Manfrini Ferraz Nogueira, nutricionista do DSE.

A nutricionista diz ainda que o crescimento corporal e o desenvolvimento dos ossos, dos músculos, e do sangue durante a fase escolar fazem com que crianças e adolescentes necessitem de dieta proporcionalmente mais nutritiva que adultos. De acordo com a especialista, crianças entre sete e dez anos devem ingerir por dia cerca de 2 mil calorias. Já para os jovens com idade entre 11 e 14 anos a dieta diária deve ser de 2.500 calorias.

“A alimentação escolar deve ser equilibrada, saudável e saborosa. Salsichas e barras de cereais são alimentos que crianças e adolescentes adoram, têm uma grande aceitação”, comenta a nutricionista.

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Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

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